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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cientistas buscam no Egito antigo soluções para mudanças climáticas



País depende do delta do rio Nilo para alimentar população.
Pesquisadores acreditam que chave pode estar na geoarqueologia.


Enquanto especialistas mundiais se debatem sobre as formas de conter o aquecimento global, cientistas se reúnem no Egito em busca de respostas do passado faraônico que ajudem a enfrentar os problemas ambientais do presente.

Dono de uma incomparável riqueza arqueológica, o Egito é a nação mais populosa do mundo árabe e o número de habitantes no país deve mais que dobrar em 2050, com uma estimativa de 160 milhões de pessoas.
Há muito tempo, os efeitos das mudanças climáticas têm sido negligenciados no país norte-africano, que depende amplamente do fértil delta do rio Nilo para alimentar sua crescente população, em meio a preocupações sobre a erosão do solo.
Na conferência de três dias, inaugurada no último domingo (19), especialistas esperam compreender como os antigos egípcios, que foram capazes de erguer as pirâmides, lidavam com as mudanças do clima.
"É tempo de tentarmos aprender com o passado para tomarmos decisões melhores no futuro", disse Shawkat Yahia, cientista da Universidade Americana do Cairo.
Ele afirmou, em entrevista coletiva, que são necessárias respostas rápidas, ressaltando que as vidas de milhões de pessoas estarão em risco se desaparecerem as terras cultiváveis do país.
"Entendendo mais sobre como as sociedades se adaptaram ao seu ambiente, estaremos mais bem preparados para nos planejarmos e adaptarmos aos desafios atuais e futuros que confrontam o Delta do Nilo", afirmou.
Yahia está entre os cerca de 200 arqueólogos, historiadores, geólogos e paleontólogos de 25 países que esperam que a geoarqueologia - união entre arqueologia e geologia - encontrará a chave.
A conferência é a primeira do tipo a ser celebrada no Egito, onde a arqueologia sempre foi abordada rígida e clássica para entender o passado.
"A Egiptologia tradicional precisa se adaptar a novas abordagens, reconstituir o ambiente no qual as pessoas se desenvolveram", disse Yann Tristant, do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO).
O IFAO uniu forças com o Centro Nacional de Pesquisas francês (CNRS) e o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito para um 'brainstorming' que ajudasse os especialistas a encontrarem soluções para o futuro.

A meta das discussões é resgatar evidências arqueológicas e geológicas que possam explicar como os antigos sobreviveram às mudanças climáticas e quais lições podem ser tiradas.
Pierre Zignani e Matthieu Ghilardi, especialistas do CNRS, acreditam que muito pode ser aprendido com os arquitetos responsáveis por templos milenares, capazes de resistir à ação do tempo.
"Fortes chuvas provocadas pelas mudanças climáticas no último milênio e grandes inundações do rio Nilo foram consideradas pelos arquitetos ao construir as estruturas religiosas", destacaram, em artigo conjunto.
Pesquisar o passado "pode trazer informações sobre nosso conhecimento fundamental atual e novas informações críticas para a nossa comunidade".
Em um artigo preparado para a conferência, Mahmoud Abdel Moneim, da Universidade Ain Shams do Egito, questionou se a cabeça da Grande Esfinge poderia vir abaixo por causa das mudanças climáticas "no século atual".
"A taxa de intemperização da Esfinge é estimada em 0,66 milímetro por ano", disse, em alusão à enigmática estátua, metade leão, metade homem, que se ergue no meio do deserto, como guardiã do complexo de pirâmides em Gizé. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Número de doentes de Alzheimer duplicará nos próximos 20 anos


Incidência deverá triplicar nos próximos 40 anos, para 115 milhões.
Fundos dedicados à enfermidade teriam de ser multiplicados por 15.


O número de doentes de Alzheimer e outras demências similares duplicará nos próximos 20 anos, passando de 35,6 milhões atualmente para 65,7 milhões em 2030, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (21) por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer.


A associação Alzeimer's Disease International (ADI), que reúne 73 associações de diversas partes do mundo, afirma que este número deverá triplicar nos próximos 40 anos. Assim, os doentes somarão 115,4 milhões em 2050.
O custo da doença de Alzheimer e das outras demências representará em 2010 1% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, 604 bilhões de dólares, afirma o relatório.
Segundo os especialistas do King's College de Londres e do Karolinska Institutet da Suécia, que compilaram os dados mais recentes do estudo, os fundos dedicados ao Alzheimer terão que se multiplicar por 15 para atender aqueles que sofrem deste mal, um financiamento comparável ao dos que sofrem de doenças cardiovasculares, e por 30 para se igualar ao financiamento para aqueles que padecem de câncer.
A doença de Alzheimer e as outras similares afetam 0,5% da população mundial. O Alzheimer afeta a memória e é incurável. O risco de ter essa doença aumenta com a idade: duplica-se a cada cinco anos a partir de 65 anos e chega a 50% aos 85 anos.
Segundo a Alzheimer Disease International, os governos teriam que dar mais importância ao Alzheimer ao confeccionar suas políticas de saúde. No nível mundial, deveria ser uma das prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e figurar na agenda dos encontros do 68 e do G20, considera a ADI.
"A doença de Alzheimer e as outras demências similares constituem a maior crise social e de saúde do século XXI", declarou a presidente da ADI, Daisy Acosta.
"Os governos do mundo estão muito mal preparados para os transtornos econômicos e sociais que essa doença deverá causar", completou.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Número de baleias encalhadas no litoral preocupa especialistas

Será que as baleias estão perdendo a direção? Tem alguma coisa estranha nos oceanos?




Olha que imagem bonita! São as baleias que estão aparecendo na costa brasileira em quantidade recorde!




O problema é que muitas delas acabam enchalhando na costa --só este ano, foram 67, o número mais alto de todos os tempos.



Será que as baleias estão perdendo a direção? Tem alguma coisa estranha nos oceanos?



Como é que é a operação pra resgatar um bicho desses, tão imenso?

 
Operação de guerra! A notícia de uma baleia franca encalhada viva em Itapirubá, litoral sul de Santa Catarina, mobilizou forças armadas, especialistas e voluntários.

“Duas retroescavadeiras, uma pá carregadeira, trator de esteira, cabo de aço. O comprimento dela é de mais ou menos 13,5 metros. Peso de 45 toneladas”, diz o biólogo da Universidade do Extremo Sul Catarinense, Rodrigo Freitas.
No primeiro dia. O animal lutava pela vida.
“Daqui uma hora mais ou menos a maré deve estar em seu máximo de altura. E a gente tem esperança que ela saia sozinha”, afirma a bióloga Karina Groch.




A maré subiu, mas não o suficiente. Pelo contrário, trouxe mais areia. E, cada vez que as ondas batiam, o buraco ficava mais fundo.

“A gente arrastar ela mar adentro, a gente teria que conseguir fazer ela flutuar pra conseguir puxar”, conta Karina.
Foram quatro dias de tentativas, frustradas.
“Está descartada a possibilidade de resgate”, diz a bióloga.
Para diminuir o sofrimento da baleia, veterinários prepararam uma dose de remédios para o sacrifício. Mesmo assim, ela não se entregou.

“Quando nós constatamos que ela ainda permanecia viva, pra gente também foi uma surpresa”, diz ela.
No sétimo dia de agonia, nova carga de remédios. Desta vez, a baleia morreu.


 “Quando as baleias encalham algo errado aconteceu”, conta o biólogo da USP, Marcos Cesar de Oliveira Santos.
Algo muito errado. As baleias mais comuns no Brasil são das espécies franca e jubarte. Elas vêm do Pólo Sul, em busca de águas mais quentes e calmas para acasalar, ter seus filhotes e amamentar.
Elas ficam em águas brasileiras de julho a outubro. Por isso, os encalhes assustam.
“Encalhes de baleia franca são bastante raros, principalmente porque ela é uma espécie costeira, que está acostumada a frequentar lugares rasos”, diz a bióloga Karina.

Este ano, foram quatro encalhes da espécie franca. O último, um filhote encontrado a poucos quilômetros da fêmea que agonizou durante uma semana, e vimos no início desta reportagem.
Os encalhes da espécie jubarte preocupam mais --porque o número é muito alto. Ainda nem acabou a temporada, e já são 62 casos no Brasil. No ano passado, foram apenas 30.
"É um número recorde e a gente ainda não tem uma causa provável para tanto encalhe”, conta o biólogo Lupércio Barbosa.
A Bahia lidera o ranking. 26 encalhes. No Espírito Santo, 21 e no Rio de Janeiro, três. Mas o que está acontecendo? Um fenômeno natural? Ou tem algo estranho no oceano?
“A gente sabe que a população dessas duas espécies, a franca e a jubarte, esta aumentando. É natural que uma população que aumente, você vai ter mais possibilidade de encontrar animais mortos”, diz Maurício Tavares, biólogo do Ceclimar, Centro de pesquisas marinhas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Durante milhões de anos, as baleias conseguiram se adaptar às lentas transformações da terra. Mas, hoje, é difícil, para elas acompanhar a velocidade com que o homem interfere na natureza.
“Elas estão sofrendo com algum impactos como em malhe de rede de pesca, colisões com grandes embarcações”, conta o biólogo do Instituto Baleia Jubarte, Clarêncio Baracho.

Na Argentina, uma entidade de proteção animal fotografou um enorme navio atropelando uma baleia em agosto deste ano.
“A gente tem aí o nosso litoral em franco desenvolvimento, a instalação de indústrias, de portos, é um motivo de preocupação”, explica a bióloga Karina.

Tanto as jubartes quanto as francas são extremamente dóceis. E costumam não temer a aproximação do homem.

Ficamos do lado de uma baleia franca, tivemos que ficar numa distancia aqui, com motor desligado, ela é que vai determinar que distância ela chega do barco.

Causas naturais são outra hipótese para o aumento de encalhes. As baleias ficam doentes e são levadas pela maré até a praia.
É o que pode ter acontecido em agosto, no Rio Grande do Sul.

“A gente notou que o animal estava bem externamente ela não tinha nenhuma lesão”, diz Mauricio Tavares.

Um batalhão de gente se empenhou para devolver o animal ao mar.
“Quando a maré subiu, o vento parou, a embarcação chegou, a gente tava com a amarração toda pronta, e a gente conseguiu fazer o desencalhe dela”, conta ele.
Só que no dia seguinte... “Encalhou de novo. Quando o pessoal se deu conta o animal tinha parado de respirar.”

“É muito difícil você salvar uma baleia que chega machucada na praia”, diz Clarêncio Baracho.

Um caso é exceção. Em outubro de 2000, o oceanógrafo Hugo Gallo se deparou com uma baleia jubarte encalhada no litoral de São Paulo.

“Havia um horário da maré que a gente sabia que era a nossa única chance de liberar o animal”, diz ele.
A equipe considerou a hipótese de resgate porque a baleia não estava ferida e respirava bem.
“O animal ficava obviamente imóvel, e quando ele se viu liberado pela maré, quando ele sentiu que podia boiar, aí ele nos ajudou bastante, se ajudou na verdade, porque ele percebendo a flutuabilidade voltar ele se virou no eixo, do próprio corpo duas vezes, e saiu nadando e a gente conseguiu com isto, realizar o resgate” conta Hugo.
As baleias mortas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foram encaminhadas para análise e os ossos serão remontados em centros de estudos.

“O que a gente descobrir sobre essa baleia e as pesquisas que a gente vai realizar no futuro talvez vão ajudar a conservar aquelas que estão vivas na população”.
Estudando e monitorando os animais, inclusive de helicóptero, os pesquisadores lutam para que as baleias brasileiras saiam da lista dos animais ameaçados de extinção.


Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1619669-15605,00-NUMERO+DE+BALEIAS+ENCALHADAS+NO+LITORAL+PREOCUPA+ESPECIALISTAS.html

terça-feira, 14 de setembro de 2010

X Encontro de Professores da Bacia do João Leite


O evento aconteceu no dia 10 de setembro de 2010, na Unidade Agroecológica Santa Branca, contando com a participação de 700 educadores, oriundos dos sete municípios que compõe a Bacia do João Leite.
Com o tema Sete histórias e um Rio, os municípios de Goiânia, Anápolis, Terezópolis, Goianápolis, Nerópolis, Campo Limpo de Goiás e Ouro Verde.
O evento tem como objetivo discutir o papel dos educadores na valorização e estímulo da preservação da Bacia do João Leite.Pela manhã foram  realizadas várias palestras: Consórcio da APA, proposta de linha de crédito para empresas não poluidoras e adequação ambiental para produtores rurais do projeto de desenvolvimento e APA do João Leite; Mudança Climática e Educação Ambiental para sociedades sustentáveis: o papel da escola. E paralelamente ao X Encontro aconteceu, às 9h30, o encontro de autoridades com promotores, prefeitos, secretários municipais, gestores da administração pública e convidados, onde foram apresentados materiais paradidáticos comum aos sete municípios caracterizando um atlas multidisciplinar.

Ônibus da Secretaria Municipal de Educação de Anápolis, que transportou tanto os professores da rede municipal, quanto da rede estadual de educação.


Integração total dos educadores de Anápolis

Recepção com o farto café da manhã.

Ao meio dia foi a  apresentação do Projeto Ser Natureza, por Elaini Cristina Alves Pires Trevisan, promotora de Justiça da Comarca de Nerópolis e Maria José Ferreira Soares, psicóloga do Ministério Público.

Coordenadores Pedagógicos dos Anos Iniciais e Finais, participaram ativamente.

Esta turma nunca para, sempre estão em busca de novos desafios para melhorar a qualidade do ensino deste a educação infantil até o fundamental.


Após o almoço, os participantes poderam  optar por uma das 14 oficinas oferecidas pela organização do evento. Ao final do encontro, às 16h30 foramr apresentados os resultados da elaboração da agenda de atividades.
O secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Roberto Freire afirma que o Estado vem implantando políticas públicas voltadas para a área ambiental, visando a manutenção, a ampliação e a preservação efetiva dos mananciais hídricos. “Mas necessitamos preparar melhor nossos recursos humanos e, entre outros esforços, centrarmos na figura do professor, entendendo o potencial desse profissional como formador de opinião”. Roberto Freire alerta que o professor tem como contribuir para avanços na área ambiental.
Foi sugerido que para os próximos anos, este encontro seja incluido no calendário escolar, com data definitiva de 10 de setembro.

Anápolis, foi o marco do evento.
Com exposição de banners contendo todos os programas e ações das Secretarias Municipais de Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação.
Olhem que inovação ... o Expresso Digital


Este foi o primeiro projeto de inclusão digital de Anápolis
O ônibus é composto por 18 computadores, com software livre e Internet.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estudo vincula uso de redes sociais a desempenho acadêmico inferior

Universitários holandeses que usam o Facebook apresentaram notas mais baixas e dedicaram menos horas aos estudos.


Um estudo holandês vinculou o uso de redes sociais como o Facebook a um desempenho acadêmico inferior.
O efeito seria consequência da forma como sites de redes sociais são usados: o usuário fica permanentemente conectado ou faz várias visitas diárias ao site enquanto realiza, simultaneamente, outras atividades.


A pesquisa, feita por Paul Kirschner, da Open University, na Holanda, foi publicada na revista científica Computers in Human Behaviour.
Ela questiona teorias atuais de que o cérebro do jovem moderno, moldado pela era digital, estaria adaptado a processar simultaneamente canais múltiplos de informação.
Kirschner sugere que, em comparação com estudantes que realizam uma tarefa de cada vez, os adeptos do multitasking (fazer várias atividades ao mesmo tempo) precisam de mais tempo para o Ele explica que o estudo é preliminar e precisa ser aprofundado.
O pesquisador entrevistou 219 estudantes de uma universidade pública holandesa.
A análise dos dados revelou que usuários do Facebook apresentaram, em uma escala de um a quatro, uma nota média de 3,06. Os que não usavam a rede social tiveram desempenho 20% melhor, alcançando em média 3,82 pontos. 
O estudo também concluiu que usuários do Facebook estudaram menos horas: entre uma e cinco horas por semana, em comparação com não usuários, que disseram estudar entre 11 e 15 horas por semana.



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Baía do Pantanal enfrenta a maior seca da história

Hoje a régua que mede o nível da água não serve para nada. O pior cenário que já se tinha registrado foi em 1972, quando ela marcava 33 cm. Hoje não se tem como medir mais.


Com fome, bicho nenhum tem vergonha de mostrar a cara. A seca na Baía de Chacororé, no Pantanal matogrossense, é tão severa que nas margens dá para ver tudo quanto é tipo de espécie.

Onde tem água, costuma ter comida. Mas hoje, sob o sol escaldante, é preciso procurar muito. Os pássaros se alimentam de moluscos e caramujos que vivem em conchas debaixo d´água. Agora o que se vê é só casca e terra rachada.

Ao sul de Cuiabá a terceira maior Baía do Pantanal enfrenta a pior seca da história.
Do alto a gente consegue ver ilhas na Baía de Chacororé. Isto dá uma noção deste desastre ambiental. Normalmente nesta época do ano a baía tem ainda dez mil hectares alagados. Hoje quase metade disso já secou. Numa área equivalente a de cinco mil campos de futebol, os peixes foram embora e deram lugar ao gado. Ficou também o que morreu no fundo da baía.

A área de vegetação chamada Ilha do Caco, como o próprio nome já diz, é um lugar que fica cercado de água inclusive no período de estiagem. Agora o que era uma ilha já se juntou à terra firme


A ilha é um pequeno círculo verde, hoje rodeado por uma imensa área de solo rachado.
“O que está acontecendo não é em função da ação do homem na alteração do ambiente”, garante o professor Rubem Moura.

A água da Baía de Chacororé vazou para outra baía, a de Siá Mariana. Mesmo nesta época do ano,normalmente o lugar ainda está coberto por água. A barragem que fica entre as Baías de Chacororé e Siá Mariana foi colocada aqui justamente para impedir que a água de Chacororé vaze muito rapidamente para Siá Mariana. O problema é que recentemente as pontas dessa barragem foram destruídas e agora está funcionando como um grande ralo sugando ainda mais a água de Chacororé

“Parte destas barragens foram destruídas para facilitar o acesso dos barcos”, diz Alexander Maia, secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso.
Com menos água, os peixes se concentram em poucos pontos da baía.


“Fica fácil para ser retirado”, diz Marco Antônio de Souza, morador da região.

Foi em rede que alguns jacarés ficaram presos.

“É um indicio de uma pesca com instrumentos que são proibidos, porque instrumentos que não são proibidos não pegam jacaré”, comenta a professora Carolina Joana.

A secretaria de meio ambiente tem apenas 80 fiscais para todo o estado de Mato Grosso. E na época da seca nenhum deles vigia a pesca predatória. Todos trabalham no combate às queimadas.

O Ministério Público exigiu uma resposta imediata.

“Se tivesse feito a fiscalização normal com certeza, os danos seriam menores”, acredita Julieta do Nascimento Souza, promotora do Ministério Público Estadual do Mato Grosso
A promessa do secretário é reconstruir a barragem em uma semana.

O rompimento da barragem para facilitar a pesca predatória é um problema recente. Mas outra interferência humana, mais antiga, também prejudica a baía.

Nas imagens de satélite dá para ver: o formato da Baía de Chacororé lembra o de um coração. No local, as artérias são pequenos canais chamados corixos. São eles que mantêm viva a baía com água que vem do Rio Cuiabá. Só que há mais dez anos, este coração está ameaçado. A construção de uma estrada obstruiu os canais.

“Interromper um recurso hídrico desses com certeza é um crime ambiental muito grande”, critica o professor Rubem Mauro.

Foi a própria prefeitura de Barão de Melgaço que pagou o combustível para as máquinas que bloquearam os canais de água.

“O prefeito então viu o lado social. Porque esta comunidade fica durante seis meses. Ela fica ilhada. Ela está levantando um pouco mais a altura da estrada, simplesmente para ela ter um pouco mais de tempo para poder tirar o gado”, acusa Dion Cássio Jacob, secretário de Turismo e Meio Ambiente de Barão de Melgaço.
“É uma decisão se a gente vai querer que a Baía de Chacororé acabe e vire pasto... ou se a gente quer que a Baía de Chacororé continue como baía”, alerta Carolina Joana da Silva, da UEMT.

Para salvar a baía é preciso mais: como dos dez corixos apenas um continua aberto, ele recebe toda a pressão do Rio Cuiabá. A água aqui desce com força arrastando sedimento das margens e muito lixo: sapatos, capacetes, milhares de garrafas pet e até um computador. O único que o pescador Valdomiro Padilha viu na vida. “Eu sonho ter um, mas não do lixo”, diz

Mesmo que as medidas necessárias fossem tomadas imediatamente, a previsão das autoridades é que vai demorar no mínimo cinco anos para o Pantanal voltar a ser o que era.

“Eu sinto uma imensa tristeza. Água que não é de beber, tem que deixar correr”, diz a professora Carolina Joana.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Confira as consequências do "Aquecimento Global" no litoral brasileiro

Avanço e recuo do mar mudam o contorno do litoral brasileiro

Em 2007, para os cientistas, o pior cenário era uma elevação do nível do mar de 60 centímetros, em 100 anos. Mas hoje, apenas três anos depois, essa previsão já está ultrapassada.
O mar está avançando, às vezes recuando, e mudando o mapa do Brasil. Aquele mapa que a gente desenhava na escola hoje é outro. Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio, Pernambuco, Pará. A repórter Mariana Ferrão percorreu o litoral brasileiro e mostra os estragos que essas mudanças estão provocando.
Silêncio! É preciso escutar: porque o mar tem algo a dizer!
“Eu acho que ele está querendo dizer que a gente está invadindo o espaço dele”, diz uma jovem.
O ataque das ondas está mudando até o mapa do Brasil. As bandeiras vermelhas mostradas em vídeo indicam pontos onde a nossa costa já encolheu.
Veja a foto de Atafona, no norte do Rio de Janeiro, em 1957, um bairro que ficava à beira do mar. O problema é que de lá pra cá, a beira virou o fundo do mar: 450 casas foram engolidas pela água.
“Sabe onde estão as casas comidas? Estão lá onde o sol nasce”, mostra Nelide Moreira, moradora de Atafona.
Outra foto de 1989, na Praia de Boa Viagem, no Recife. O gramado que existia entre o calçadão e a faixa de areia sumiu. E a areia também.
Maceió, Praia da Ponta Verde. Veja como era antes e como está agora.
Em Iparana, no Ceará, o mar avançou quase 300 metros em 12 anos. Veja em vídeo o tamanho da praia, no começo da década de 90. E agora, cadê a areia?
“Se avançar, não tem mais jeito não”, diz o comerciante Antonio Coelho.
Na Igreja de Sant'Anna, na Praia da Armação, em Santa Catarina, a escada que dava para a praia, em 2001, agora desemboca direto no mar.
Preste atenção numa sequência de fotos. Em apenas um ano, o mar arruinou uma casa.
Seu Átila vive o mesmo drama. “Você assiste à casa desabar na sua frente. É impressionante”, lamenta Áitla Ramos, morador da Praia da Armação.
Mas o engraçado é que, em outras regiões do país, o mar recuou e nós estamos ganhando terreno.
O Fantástico encontrou uma ilha na divisa do Paraná com São Paulo. A ilha pertence a São Paulo. Mas toda a areia que a formou veio do Paraná.
“Aquela ilha não existia quando eu nasci. A terra sempre se transforma e se movimenta. Aqui tem correnteza de água, então vai tirando o sedimento de um lugar e depositando em outro”, explica Clóvis Xavier Júnior, piloto de barco do Instituto Oceanográfico da USP.
Em Nossa Senhora do Ó, litoral de Pernambuco, a praia ganhou 16 metros de faixa de areia. O desenho da costa do Pará também está mudando. As pontas de Camaraçu e Perimirim cresceram.
“Tem a Mao do homem nesse processo todo”, diz uma mulher. “O pessoal fala do aquecimento globo”, diz um homem.

O Fantástico percorreu toda a costa brasileira, pra saber, afinal, o que está acontecendo: será o mar que está avançando? Ou somos nós que estamos avançando em direção ao mar?
Em 2007, para os cientistas, o pior cenário era uma elevação do nível do mar de 60 centímetros em 100 anos. Mas hoje, apenas três anos depois, essa previsão já está ultrapassada.
“A onda que agora não é mais de dois metros e meio, em média, está começando a se tornar de três metros, três metros e meio, quatro metros. E um vento que antes era só de 60 km/h, 50 km/h, agora são ventos de 80 km/h, 90 km/h, 100 km/h”, afirma David Zee, professor da Faculdade de Oceanografia da Uerj.
Ventos fortes geram ressacas. O Rio de Janeiro, no começo da década de 90, enfrentava em média uma ressaca por ano. Em 2010, já foram sete. Uma delas, tão violenta, que acabou criando uma onda gigante em plena Baía de Guanabara.
Ressacas violentas são um dos sintomas da febre do planeta. Outro é o derretimento das geleiras.
A água doce que estava congelada vai pro mar. E pior: com isso, perdemos parte da cobertura de gelo dos pólos, que funciona como um poderoso espelho refletindo de volta pro espaço parte do calor que vem do Sol. Resultado: os raios solares entram direto no mar, que fica quentinho. A água mais quente favorece a formação de tempestades. Que trazem mais vento, mais onda, mais ressacas. Tudo de novo.
Para piorar, cada vez mais gente tem uma casa pé na areia. Ou um apartamento com vista pro mar. De cada quatro brasileiros, um vive no litoral, segundo o IBGE. Ao todo, são 45 milhões de pessoas ameaçadas pelo avanço do mar.
“O mar está tomando conta do que era dele”, opina o mergulhador Adilson Ivo dos Santos.

O mergulhador está certo, segundo o professor de engenharia costeira da Coppe/UFRJ Paulo César Rosman: “Praias são coisas extraordinariamente dinâmicas, estão sempre sendo remanejadas, refeitas, reformadas pela ação das ondas, nunca estão paradas”.
E a gente é que tem reformado as praias? “Nós temos prejudicado esta capacidade natural que as praias têm de se adaptar e de se acomodar às mudanças. Na medida em que nós construímos estruturas e aprisionamos o estoque de areia das praias”, completa o professor.

Nós estamos engessando o litoral do país. Com calçadas, ciclovias, avenidas. E quando o mar avança não encontra mais a areia para amortecer o impacto das ondas.
É por falta de areia que a gente vê tanta destruição em Boa Viagem, no Recife, por exemplo. Seu Cláudio mora em um prédio há 32 anos:

“Antes, a gente ficava na praia, atrás da gente ainda tinha gente jogando vôlei, e hoje não”, disse o morador Cláudio Eymael.

E ele não entende porque a areia sumiu. “Não houve modificação, o que nós temos de calçada hoje, talvez um metro mais pra frente. Acho que este um metro a mais, não faz diferença”, diz Cláudio.
Faz muita diferença.

O Fantástico encontrou em Ilha Comprida, no extremo sul de São Paulo, árvores enormes arrancadas com raiz e tudo. É um cenário de destruição na praia. Na areia, pedaços de casa. Tudo foi levado pela última ressaca.

“A construção muito perto da praia faz com que haja um desequilíbrio, e a praia começa a entrar num processo de fome de areia”, alerta Célia Gouveia Souza, pesquisadora do Instituto Geológico de São Paulo.

“Quando as primeiras ressacas se fazem sentir, é natural que as pessoas vão colocar pedra, jogar rocha na beira da praia, para poder proteger as edificações. Mas isso, ao longo prazo, é a pior solução possível”, avalia João Luiz Carvalho, doutor em engenharia oceânica.

Agora dá para entender porque pedras gigantes não impedem a destruição das praias.

“Já tem cinco anos e meio mais ou menos e é a primeira vez que eu vejo uma situação desse jeito”, disse José Alberto Santos, dono de um bar em Aracaju.

Sacos de areia, pneus, muros de concreto também não resolvem. Sabe o que funciona?

“Recentemente, esta praia sofreu um processo de ressaca, mas como a ocupação da praia foi feita depois da duna, esta praia consegue reagir bem. Ela se deforma inicialmente, mas logo em seguida, naturalmente, as ondas vão reconstituindo a praia e ela volta a ser normalmente como era antes”, diz o doutor em engenharia oceânica.
O Forte do Pau Amarelo, em Paulista, é um ponto emblemático pra gente perceber este movimento cíclico da natureza, do avanço e do recuo do mar. Essa é uma construção do século 18 e, como todo forte, ele estava à beira d’água. O mar recuou bastante ao longo de todos estes anos, só que a população aproveitou e construiu. Agora, o mar está voltando.

“Eu pensava o seguinte: isto aqui tem uma área muito bonita de areia, então vamos construir, porque aqui jamais vai chegar. E aconteceu de chegar”, conta o dono de bar Milton Galvão, que se prepara para a próxima ressaca.

Sem o homem por perto, a natureza muda sem alarde, como na Ilha do Cardoso, litoral de São Paulo.

Um estreito marca oficialmente a divisa entre os estados de São Paulo e do Paraná. Isto no mapa que está nos livros, já que a natureza está fazendo um outro desenho. A areia está ligando duas partes. E de um dos lados, o mar está abrindo passagem. Um pedacinho está se separando de São Paulo e se juntando ao Paraná.
“De um lado nós temos forças do mar aberto, e de outro lado nós temos forças da laguna fazendo com que no final das contas você acabe afinando a ilha”, disse a especialista.

A movimentação natural do mar também explica o que está acontecendo em Coroa Comprida, no Pará. Sobraram apenas 50 dos quase 800 metros de praia.

“É um fenômeno natural. Assim como está acontecendo a erosão, depois de um tempo a tendência é se recuperar”, afirma Niles Asp, oceanógrafo da UFPA.

Escombros são restos do que o pai de Júlia queria deixar para a família, em Atafona, litoral norte do Rio.

“Ele fez três andares com 48 suites, para funcionar o hotel, que nunca chegou a funcionar”, diz a moradora de Atafona Júlia Assis.

A construção ficou interditada por 30 anos, antes de ruir. O hotel recebe turistas. Curiosos que ficam perplexos diante da cidade que o mar engoliu.

“Como é uma planície costeira, a declividade é baixa, você não tem bloqueios naturais de rochas, nem de ilhas, voce tem tudo convidativo para a destruição mesmo” disse o chefe do Departamento de Engenharia Cartográfica da UERJ e UFF, Gilberto Pessanha Ribeiro.
“É estranho você ver um patrimônio seu virar uma atração turística. Tem gente que acha que o prédio ruiu de repente. Mas o mar não vem de repente, ele avisa”, lembra Júlia.

O mar está dando o alerta. E é preciso agir rápido.

“O conhecimento do problema é o primeiro passo, a partir do conhecimento é que a gente começa a desenvolver as medidas”, diz o professor David Zee.

Um equipamento no topo de um prédio em Boa Viagem, no Recife, mede direção, velocidade e força das ondas.

A rede de monitoramento da Marinha também está crescendo.

“Só com estas observações, cada vez mais, é que nós vamos poder ser capazes de efetivamente afirmar o que está acontecendo”, afirma Almirante Palmer, diretor de hidrografia e navegação da Marinha no Brasil.

Tecnologia não é a única solução. “Já que não é possível chegar a cidade pra trás, é chegar o mar pra frente. Você faz o que se chama engordamento da praia. Você procura as proximidades, uma uma jazida de areia com características físicas,tamanho de grãos semelhantes ao da praia. E você traz areia de fora do sistema e coloca no sistema”, diz um especialista.

Sem o engordamento, a praia mais famosa do Brasil não seria Copacabana. Na década de 50, as ressacas eram constantes, invadiam o bairro e ameaçavam acabar com a praia.

Mas nem tudo é resolvido com areia. Um prédio está a 800 metros da praia, mas sofre diretamente os efeitos do avanço do mar.

“Quando coincide a maré cheia com chuva forte, aí atinge todos os seis elevadores”, diz o síndico Adilson Ferreira Lacerda.

A água fica no poço dos elevadores, porque a maré cheia bloqueia o escoamento, neste prédio e no dos vizinhos também.

É por isto que as baixadas sofrem mais quando chove forte. Este ano, no Rio de Janeiro, a chuva já tinha passado. Mas a inundação em Vargem Grande e em Vargem Pequena custou a baixar.


“Baixada Fluminense, Baixada Santista, Itajaí, em Santa Catarina, Salvador, Recife, Aracaju e Maceió. Estes locais, que hoje já sofrem problemas de dificuldade de escoamento das águas com inundação, alagamentos em época de chuva, na medida que o nível do mar sobe, a tendência é isto se agravar, vai ficar mais difícil”, avisa o especialista.

Nas áreas urbanas, é difícil remover populações inteiras. Já nas comunidades ribeirinhas, sair quando o mar avança é uma tradição. No norte do Pará, os endereços das casas de palafita são provisórios.

“Ele se estabelece naquele local, mas aquele local pode começar a sofrer erosão e eles muitas vezes desmancham as casas, e montam as casas em outro local”, conta Niles Asp.

Por causa do avanço do mar, Ararapira, onde Nilton nasceu, virou uma ilha fantasma; 60 famílias viviam no local. Ararapira afundou em terra firme.


Na Praia dos Milagres, em Olinda, o mergulhador Adilson dos Santos vê o naufrágio de uma tentativa de ocupação.

Cidades submersas que apenas alguns brasileiros vão lembrar.

“Às vezes as pessoas perguntam que sentimento que tem, se é uma raiva, se é um respeito muito grande pelo mar”, finaliza Júlia.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1616193-15605,00-AVANCO+E+RECUO+DO+MAR+MUDAM+O+CONTORNO+DO+LITORAL+BRASILEIRO.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sangue menstrual pode gerar novos órgãos no futuro, aponta estudo

O sangue da menstruação pode servir, no futuro, para a regeneração de tecidos e órgãos. Descartável e de fácil coleta, o material contém células-tronco mesenquimais, estruturas que podem dar origem a uma série limitada de outros tecidos.

A pesquisadora Regina Coeli Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que pretende, até o final de 2010 ou o começo de 2011, realizar testes com o material para recuperar tecidos como o fígado em animais de laboratório.
“A vantagem da célula mesenquimal e, particularmente, a de origem menstrual é que ela pode ser induzida a virar embrionária”, diz a especialista. “É uma alternativa ao uso do embrião, sem passar por muitas das questões éticas.”
Regina compreende a ambição do seu projeto. “É quase como produzir órgãos em prateleira, o objetivo é pegar uma matriz, repopulá-la com células-tronco e conceber um órgão funcional ou transplantar o tecido para recuperação”, afirma a especialista.
Reprogramação
Durante a sua pesquisa, Regina usou o potencial das células-tronco no endométrio, capazes de manter e fazer crescer um óvulo fecundado no corpo de uma mulher. Com o auxílio de uma camada alimentadora com fibroblastos de camundongos, foi possível realizar em laboratório o cultivo de células-tronco embrionárias a partir do sangue menstrual.
“É uma camada para sustentar a embrionária humana”, diz Regina. “Traz a vantagem de dispensar, no final do processo, o tecido com origem animal usado para suporte e, possivelmente, preencher novamente órgãos descelularizados.”
Eficiência e preconceito
Ao apresentar os resultados da pesquisa de sua equipe na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindóia, Goldenberg afirmou que a reprogramação de células de sangue menstrual em embrionárias apresentou resultados melhores, com maior rapidez e eficiência do que outros estudos.
“As pessoas pouco falam do endométrio, preferem focar as pesquisas em células-tronco em polpa de dente, gorduras”, afirma a cientista. Há também o problema cultural. “Materiais como cordão umbilical e placenta carregam o peso de estarem ligados a questões culturais, assim com a menstruação tem todo esse aspecto de ser impura para algumas culturas.”
Fase experimental
Apesar dos avanços, Goldenberg afirma que ainda é cedo para falar no emprego da técnica em humanos. “Não tenho dúvida de que a terapia celular vai ocupar um lugar de destaque no futuro das alternativas terapêuticas, mas por enquanto ainda estamos engatinhando”, afirma a especialista.
“Há pessoas que se aproveitam das pesquisas sérias para ganhar dinheiro, vendendo produtos milagrosos, frascos de células-tronco para curar tudo podem ser encontrados em sites”, diz a especialista. “A comunidade internacional já está trabalhando para montar comitês que combatam este tipo de prática.”
Rejeição
Células mesenquimais como as do sangue da menstruação parecem apresentar um privilégio imunológico, segundo a professora Goldenberg, com menores possibilidades de rejeição.
O emprego de células-tronco mesenquimais de sangue de cordão umbilical já foi feito com segurança em paciente com esclerose múltipla em 2009. No caso, apesar de não ser possível afirmar que a doença foi interrompida, o estudo mostrou que o transporte das células foi seguro ao corpo do receptor, não gerando rejeição.
Facilidade de manipulação
A coleta do material é simples, similar a exames de urina. A doadora deve fazer uma higiene íntima comum e depositar o material em um frasco próprio para a coleta. A partir do sangue, as células-tronco mesenquimais são separadas e cultivadas.
“Não é preciso muito material porque este tipo de célula possui uma boa capacidade de proliferação”, explica Regina. “Na hora de fornecer o material, a mulher deve desprezar o primeiro jato, por motivos de contaminação, e depois colher, no máximo, uns 5 ml.”
O procedimento também carrega a vantagem de não ser invasivo, como na extração de tecido endometrial de dentro do útero, com emprego de biópsias.
Bioluminescência
Para saber como a célula-tronco interage com o meio na qual é inserida, a combinação de duas substâncias, a enzima luciferase com a luciferina, geram a emissão de fótons, detectados por um aparelho.
O procedimento permite monitorar a célula dentro do organismo do animal, sem a necessidade de sacrificá-lo. “Exames de imagens trazem essa vantagem, o processo é parecido com o de inserção de partículas de ferro nas células, que são registradas por ressonância magnética”, diz a cientista, integrante do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, no Rio de Janeiro.

Cientistas listam oito sintomas mais comuns do câncer


Pesquisadores na Grã-Bretanha identificaram os oito sintomas mais comuns em pessoas que são diagnosticadas com câncer.
A pesquisa da Keele University, na cidade inglesa de Newcastle-under-Lyme, identificou oito sintomas: sangue na urina, anemia, sangramento anal, sangramento ao tossir, nódulo no seio, dificuldade para engolir, sangramento pós-menopausa e nódulo na próstata.
Segundo os cientistas, pessoas com esses sintomas têm probabilidade maior do que uma em 20 de ter algum tipo de câncer. Quanto mais cedo os pacientes identificarem a doença, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido.
Os cientistas analisaram os resultados de outras 25 pesquisas.
De todos os sintomas, apenas dois deles são considerados mais graves entre pessoas com menos de 55 anos: nódulos nos seios e próstata. Os demais são particularmente mais perigosos em pessoas com mais de 55 anos.
A entidade Cancer Research UK, de pesquisa sobre a doença, disse que quaisquer mudanças no corpo devem levar as pessoas a procurar os médicos.
"Os sintomas identificados neste estudo já são sinais importantes de câncer, mas há mais de 200 tipos de câncer, com muitos sintomas diferentes", disse um porta-voz da entidade.
"Então se houver uma mudança no corpo, é importante checar isso. Quando o câncer é diagnosticado cedo, o tratamento tem maiores chances de sucesso."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lixo eletrônico

Visite o site abaixo e conheça o manual que orienta o descarte do lixo eletrônico



http://www.umicore.com.br/quemSomos/manualUmicore/