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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aquisição de alimentos para a Merenda Escolar




O Prefeito Municipal Antonio Roberto juntamente com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Dr. Mozart Soares Filho e o Diretor Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Álvaro Gonçalo e o Gerente do Banco do Brasil Edilberto, abriram nesta manhã na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e o Programa de Aquisição de Alimento (PAA).
O PAA, é um instrumento de estruturação do desenvolvimento da agricultura familiar, acionado após a etapa final do processo produtivo, no momento da comercialização, quando o esforço do pequeno produtor precisa ser recompensado com recursos que remunerem o investimento e mão de obra e lhe permita reinvestir e custear as despesas de sobrevivência da sua família.
 

A Lei Nº 11.947, de 16 de junho de 2009, institui que a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, seja feita pelos setores responsáveis pela alimentação Escolar.
Tal aquisição de gêneros poderá ser feita sem processo licitatório, desde que os preços sejam compatíveis com o mercado local, observando-se os princípios inscritos no art. 37 da Constituição, e que os alimentos atendam às exigências do controle de qualidade estabelecidas pelas normas que regulamentam a matéria.
Objetiva se que com esta iniciativa do FNDE, haja a promoção da alimentação saudável e adequada à clientela do PNAE, com produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural.
O PAA, também está direcionado para o meio ambiente, através do incentivo da agricultura orgânica, motivo pelo qual, nos faz crer que a qualidade de vida de nossos alunos só tende a melhorar.
A perspectiva agora é o fomento da agricultura familiar que subsidiará a alimentação escolar, desenvolvendo a sustentabilidade dos pequenos agricultores rurais e agilizando a aquisição dos gêneros para o referido setor.
 
O Banco do Brasil em parceria com a Prefeitura Municipal, disponibilizará mais linhas de créditos, investindo assim num setor que a tanto vem esquecido e valorizando a produção do município.
Quem ganha com tudo isso, são nossos alunos, onde através da atuação das nutricionistas, receberão maior diversificação de cardápio, visto que a produção será realizada a partir da cultura local.
Vale ressaltar que o Programa Horta Agroecológica PAIS, também complementará este vasto cardápio nas Escolas Rurais do município.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Falta Lei de Proteção

Cerrado uma grande biodiversidade

Descobrindo o Cerrado 5

Descobrindo o Cerrado 4

Descobrindo o Cerrado 3

Descobrindo o Cerrado 2

Descobrindo o Cerrado

WWF-Brasil convoca para Hora do Planeta 2010

Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.

No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2oC, como preconizado pela comunidade científica.

Faça parte dessa campanha

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Prefeitura de Anápolis, SENARGO, FAEG e Sindicato Rural


Em reunião no gabinete do Prefeito Municipal, foi apresentado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás, através de sua Coordenadora Maria Adelaide Macarini dos Santos o Programa Agrinho.

Secretária Municipal de Educação Profª. Virgínia Maria Pereira de Melo, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Dr. Mozart Soares Filho Coordenadora do Programa Agrinho Maria Adelaide Macarini dos Santos

Estiveram presentes o Presidente do Sindicato Rural de Anápolis, José Caixeta, Diretor do Sindicato Marco Antonio,  Coordenador do Programa Saúde no Campo Pedro Santos Leão, Diretor Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Álvaro Gonçalo e responsável pela Educação Ambiental das Escolas Municipais Profª Eucárice Cabó. 






José Caixeta deu início fazendo as apresentações, onde também relatou a atuação do Sindicato Rural, fazendo um breve relato das ações onde foram oferecidos 231 cursos em parceira com o SENAC e mais outros cursos em atendimento às necessidades da comunidade rural. Dando sequência,  Dr. Mozart, representando o Prefeito Antonio Roberto, relatou a sua experiência em 30 anos frente a presidência do SESC, mostrando-se conhecedor do Sistema "S".

Maria Adelaide, fez um pequeno histórico do Programa Agrinho, que teve início no Paraná em 1995, onde na ocasião priorizou a temática ambiental em decorrência da necessidade de responder a problemática pontual do meio rural contida no manuseio de agrotóxicos e contaminação da população.

Ao longo dos anos ampliaram-se e aprofundaram-se as temáticas relativas ao Meio Ambiente e foram incluídos temas como saúde, cidadania, trabalho e consumo.
Em 2008, o Agrinho assistiu mais de 1,5 milhões de alunos, em 385 municípios do Estado Paraná.
Com o objetivo de estimular as crianças ao saber e atuar como cidadão, promovendo a formação de multiplicadores de consciência ambiental e estimulando uma maior interação entre escola, professores, alunos e comunidade.
Quanto a execução, o Programa é desenvolvido e acompanhado, em todas as suas fases pelo Sistema FAEG/SENAR, com o apoio das Secretárias Estaduais e Municipais de Educação, Agricultura e Meio Ambiente.
Os professores serão treinados quanto a proposta metodológica, ao conteúdo técnico, á aplicação dos instrumentos e ao uso do material pedagógico enfatizando a aprendizagem colocativa.


Tema para 2010: ÉTICA, CIDADANIA E MEIO AMBIENTE

  • Livro temático para os professores do 1º ao 5º ano;
  • Livro temático para os professores do 6º ao 9º ano;
  • Apostilas "Projetos Pedagógicos";
  • Vídeo (apresentação do Programa, Ética, Cidadania e Meio Ambiente;
  • Site (em construção);
  • Fórum de discussão.






A Secretária Municipal de Educação, apoiou a implantação do Programa no município, juntamente com o Presidente do Sindicato Rural José Caixeta e do Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável Dr. Mozart Soares Filho.
Na próxima semana, estará disponivel no site www.senargo.com.br, as fichas de inscrições e o período de treinamento será entre dos meses de março a maio de 2010, em Goiânia.

Fotos e reportagem: Profª Eucárice Cabó



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CNEN e AGMA estudam projetos conjuntos


A conservação do Cerrado goiano vai contar com a ajuda de pesquisadores ligados ao Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), cujos laboratórios estão instalados no interior do Parque Telma Ortegal, administrado pela Agência Ambiental. De acordo com o diretor de Pesquisas e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Alfredo Tranjan Filho, o CRCN-CO vai desenvolver mais seu potencial frente às demandas da região e atrair parcerias que rendam aplicações práticas e benefícios à população.
            Cinco projetos iniciais foram apresentados aos representantes das instituições públicas e privadas convidadas para o Primeiro Encontro de Trabalho do CRCN-CO que aconteceu no dia 29 de agosto. “Queremos nos tornar um Centro de conhecimento que pode difundir o que há de útil dentro das Ciências com as quais trabalhamos. Esse é o grande sonho e razão pela qual o CRCN-CO possui um laboratório especializado em radioecologia, que está pronto para atender a região Centro-Oeste”, declarou Tranjan.


            A Agência Ambiental vai participar diretamente de quatro dos cinco projetos apresentados. A AGMA vai colaborar com os projetos de armazenamento de grãos (silagem), de medição de radionucleídeos em alimentos, de estudo hidrogeológico para gestão das águas, além de continuar contribuindo com o Plano de Monitoramento Ambiental, que é realizado sistematicamente pelo CRCN-CO.
            A parceria com a AGMA vai possibilitar que os técnicos das duas instituições trabalhem em pesquisas de monitoramento ambiental. “Com ajuda dos técnicos do laboratório do CRCN-CO, poderemos fazer um monitoramente da qualidade das águas do nosso Estado, que é o berço das águas do Brasil, monitorando principalmente as nossas grandes reservas subterrâneas, para que possamos ter no futuro água em abundância e com qualidade”, afirma Paulo D’Ávila, diretor de Ecossistemas (foto).
            Outro projeto que envolve a participação da AGMA é o da irradiação de grãos, que tem o objetivo de controlar as pragas (fungos e larvas) que causam prejuízos ao armazenamento da produção agrícola em silos. “Isso vai favorecer o meio ambiente, porque aumentará a produtividade no Estado de Goiás e, conseqüentemente, teremos uma menor pressão da expansão da produção sobre o Cerrado ainda nativo no Estado”, explica o diretor de Ecossistemas.


            O CRCN-CO garante a segurança dos depósitos de rejeitos radioativos no Parque Telma Ortegal através de um Plano de Monitoramento Ambiental. Nele também é feita a análise de radionuclídeos em alimentos. Segundo D’Ávila, a ampliação dessa pesquisa pode reforçar um projeto em desenvolvimento pela AGMA, que busca a certificação de alimentos produzidos em Goiás na Europa e nos EUA. “Nossa exportação hoje é monitorada em termos de qualidade de grãos e de alimentos em geral. Fazendo este trabalho em conjunto com o CRCN-CO, estaremos colaborando com a qualidade dos alimentos que o Brasil está exportando”, concluiu.
            Também foi destaque no Encontro o projeto apresentado que pode estabelecer uma parceria do CRCN-CO com instituições de saúde estadual e municipal. Através dele, o Centro ofereceria sua infra-estrutura técnica e laboratorial para aperfeiçoar a qualidade dos equipamentos e das imagens obtidas em exames de mamografia. A idéia foi muito bem aceita por representantes e profissionais de hospitais, que identificam na operação e precisão desse tipo de equipamento emissor de radiação um fator para a melhoria do atendimento e do tratamento a pacientes de câncer de mama.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Rede de Super Mercado (Re)Pensando o Meio Ambiente




A Rede de Super Mercado Rio Vermelho de Anápolis, sai na frente na missão de recolher pilhas e baterias usadas.


















A urna está afixada na entrada do Super Mercado, onde os clientes podem depositar os materiais. O gerente Hudson, informou que a urna precisa ser esvaziada uma vez por semana, constatando assim a preocupação da população com o Meio Ambiente.
Segundo o Gerente, os próprios fornecedores de pilhas estão recebendo o produto usado de volta. E quanto as baterias de celulares, também estão sendo recolhidas pelos mesmos.





O Rio Vermelho não parou por aí, disponibilizou também as sacolas Ecológicas, junto aos gêneros vendidos, incentivando aos consumidores a adotarem o uso das mesmas, ao invés das tão temidas sacolas plásticas.


De acordo com Hudson, está ação de redução do uso de sacolas plásticas, deve demorar um pouco mais para ser respondida. Pois a cultura das pessoas, ainda está fortemente ligada ao reaproveitamento das sacolas em casa. Contudo o desfecho final, continua sendo os bueiros nas ruas e os rios na zona urbana e na zona rural, possivelmente espalhadas por pastos e matas.

















Cabe agora o meu trabalho junto as Escolas do Município, conscientizando, para a não utilização das sacolas plásticas e a adesão ao modo antigo de carregar compras, as chamadas sacolas de feira, ou ao carrinho de metal, para transportar compras em grande quantidade.
Reportagem: Profª. Eucárice Cabó

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Anápolis investe em áreas ambientais e lazer


Foi lançado no dia 10/01/10, o Parque Ambiental Ipiranga

A área fica compreendida entre o Clube Ipiranga e a primeira floricultura de Anápolis. Nesta localização encontramos o Córrego Ipiranga, que pertence a Bacia do Antas e uma rica área de proteção ambiental.

O Diretor de Meio Ambiente, Luiz Henrique Fonseca, concretiza o sonho de ampliar os Parques Ambientais do município.



A partir desta segunda-feira, 11, o Bairro Jundiaí começou a ganhar uma cara nova com o início das obras do Parque Ambiental Ipiranga. A assinatura da ordem de serviço aconteceu pela manhã na Rua Lopo de Souza Ramos (em frente ao Clube Ipiranga) e contou com a presença do prefeito Antônio Gomide, do vice-prefeito João Gomes, de vereadores, secretários municipais, entre outras autoridades, além de moradores da região.

A maquete demonstra os cuidados com o verde da nossa cidade.


Professor Marcos Bonfim, Gestor do Programa Escola Viva e também Presidente do Clube Ipiranga, se mostra satisfeito com o empreendimento, sobre tudo por ser um grande defensor da Educação Ambiental.


O parque possui uma área de aproximadamente 45 mil m² que compreende os terrenos do antigo campo Pedro Aleixo Queiroz (Campo do Clube Ipiranga) e da Floricultura Municipal. No local serão investidos R$ 3.224.908,12, aplicados em infraestrutura e lazer para os moradores de Anápolis, com direito a uma pista de caminhada de 1.172,25 metros; dois lagos com 11.432,69 m²; uma pista de bicicleta que faz o contorno do parque com extensão de 1.128,69 metros; jardim árabe; parque infantil; espaço para educação ambiental; estar contemplativo; mirantes; teatro de arena; praça de alimentação; estacionamento e pontes.
De acordo com o diretor de Meio Ambiente, Luiz Henrique Fonseca, as obras do Parque Ambiental Ipiranga serão feitas de acordo com a maquete física e eletrônica apresentada pelo prefeito Antônio Gomide, em julho do ano passado. “Este parque contemplativo que é uma novidade na cidade oferecerá às unidades escolares da região um serviço de educação ambiental com um pequeno viveiro, auditório para 80 pessoas e ambientes para estudo”, afirmou.

Nesta administração esperamos resgatar décadas perdidas de descaso para com o Meio Ambiente.


O prefeito Antônio Gomide destacou a importância da construção do parque, cujo local já foi motivo de polêmica na cidade e hoje gera satisfação coletiva, pois se transformará em um espaço de convivência para as famílias anapolinas. “Com o parque daremos mais qualidade de vida à população, além de se tornar uma vitrine para a nossa cidade no que diz respeito à preservação ambiental”, disse.

A equipe do Programa Escola Viva (Prof. Rodrigo Nadagi e Leonardo Macedo), sempre presente nas ações municipais


Obras
A empresa que venceu a concorrência pública para a construção do parque já iniciou as obras com a terraplanagem, a sondagem para identificação de lençol freático e galerias de águas pluviais e a escavação para construção do primeiro lago. De acordo com o prefeito, a meta é que todo o trabalho seja entregue até o dia 31 de julho, quando se comemora os 103 anos de emancipação política de Anápolis. “Faremos tudo o que for preciso para dar à cidade este belo presente em seu aniversário”, acrescentou Antônio Gomide.



Fonte: SECOM
Fotos: Profª Eucárice Cabó



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Arqueólogo descobre no AM novas marcas gigantes de povos ancestrais Geoglifos foram encontrados em Boca do Acre (AM). Veja os desenhos antepassados por meio de imagens de satélite.


Em pouco tempo, arqueólogos poderão trabalhar por computador, dentro de uma sala fechada, com ar condicionado. Essa é a aposta do cientista Alceu Ranzi, que tem usado imagens de satélite do Google Earth para descobrir marcas gigantes, conhecidas como geoglifos, deixadas por povos ancestrais que viveram na Amazônia há pelo menos 700 anos.

Os últimos desenhos foram encontrados nas proximidades da cidade de Boca do Acre, no Amazonas. São cinco conjuntos de formas geométricas, com círculos, quadrados e linhas, que chegam a medir mais de um quilômetro de um extremo ao outro.


De tão grandes, os geoglifos recém descobertos só são perceptíveis do alto. “Não se vê no campo. Há uma diferença na cor da grama, mas é muito tênue. Se não houvesse imagens de satélite, não haveria a menor condição [de fazer a descoberta]”, conta o arqueólogo, que é pesquisador da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Até agora, já são cerca de 300 geoglifos registrados no Acre e no Amazonas. Ranzi explica que já sabia da existência dos desenhos de Boca do Acre desde 2006, mas só queria divulgar a notícia por meio de uma revista científica. No início do mês, ele assinou com dois colegas um artigo na “Antiquity”, publicação especializada em arqueologia, em que descreve as cinco marcas encontradas no Amazonas.
Mistério

Desde a década de 1970, quando cientistas perceberam a existência dos geoglifos brasileiros, essas formas geométricas intrigam arqueólogos. Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras.

Foto: Diego Gurgel-Projeto Geoglifos/Divulgação

Geoglifo é cortado por estrada na fronteira do Acre com o Amazonas. Marcas deixadas por antepassadas só foram descobertas na década de 1970. Por serem difíceis de ver do chão, a maioria delas passou despercebida pelos moradores da região. (Foto: Diego Gurgel-Projeto Geoglifos/Divulgação)

Tanto no Acre quanto no Amazonas, as marcas só foram descobertas por causa do desmatamento, que “limpou” o terreno e tornou os desenhos visíveis. Como as estruturas são profundas – os sulcos chegam a ter 12 metros de largura e quatro de profundidade -, acredita-se que ali, pelo menos sobre os geoglifos, houve um período em que não havia floresta.

“Será que era realmente floresta [quando se construiu os desenhos] ou eles ocuparam essa área em um momento de crise climática, como essa de 2005?”, conjectura Ranzi.

Ainda não se sabe qual era a função das marcas profundas cavadas no chão, mas especialistas imaginam que as formas geométricas não foram desenhadas à toa, e tinham algum significado. Entre as hipóteses sobre as funções dos geoglifos estão a de que eles serviam como fortificações ou como templo religioso.

Fonte: Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em São Paulo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Brasileiros pesquisam na Antártida 'mutações' causadas pelo aquecimento

Alta de temperatura na Península Antártica é 3,75 vezes maior que a média.
Impacto ecológico da própria base brasileira também é objeto de estudo.



Cientista da UERJ avalia impacto de material particulado expelido pelos geradores de energia da base, que anualmente queima 320 mil litros de combustível, e por seu incinerador de lixo (Foto: Hellen Santos/TV Vanguarda)

A cada ano, cerca de 70 pesquisadores passam pela Estação Antártica Comandante Ferraz, a base científica brasileira no continente gelado. Ferraz fica na Ilha Rei George, no Arquipélago das Shetlands do Sul. É o conjunto de ilhas antárticas mais próximo do continente americano e, apesar de não estar em solo continental, tem uma localização privilegiada para o estudo das mudanças climáticas. A região da Península Antártica é uma das que mais aqueceu nos últimos 50 anos, 3 graus a mais, contra 0,8 no restante do mundo. Com esse cenário, as pesquisas desenvolvidas atualmente pelo Brasil têm dois focos principais: as mudanças climáticas e o impacto provocado pela própria estação no ambiente local.


Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná, em parceria com a Universidade de Taubaté, analisa peixes da Baía do Almirantado. Entre as variáveis analisadas estão alterações que podem surgir nos animais em decorrência do aumento da temperatura. Os biólogos Edson Rodrigues e Lucélia Donatti fazem experimentos com água a 0°C, normal para a região, e a 4°C, simulando um aquecimento. “Nós utilizamos informações dessa região como se ela fosse um laboratório. Em nosso caso, queremos entender como um eventual aumento da temperatura da água e diminuição da salinidade poderiam estar mexendo com o metabolismo desses peixes”, diz Rodrigues.
70 cientistas brasileiros passam pela Comandante Ferraz a cada ano



Já o doutorando do departamento de biofísica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Eduardo Delfino, quer descobrir as concentrações de black carbon nos arredores da estação. O material particulado é expelido pelos geradores de energia, que anualmente queima 320 mil litros de combustível, e pelo incinerador de lixo da base. “O black carbon pode ser transportado por longas distâncias, e estudos recentes mostram que sua deposição em geleiras pode acelerar o derretimento do gelo”, analisa Delfino.


Só o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, controla três laboratórios de medições meteorológicas e atmosféricas na estação, todos instalados em contêineres, como o prédio principal. O laboratório de meteorologia, por exemplo, envia dados em tempo real para a sede do Inpe, em São José dos Campos. São números de temperatura, velocidade do vento, umidade e acumulação de neve, entre outros, que abastecem uma página da internet  e dão subsídio a outros grupos que pesquisam o impacto das alterações climáticas em plantas e animais.


No quesito meio ambiente, a estação científica brasileira marca pontos na gestão do lixo. Por exigência do Tratado Antártico, que rege as atividades na região, é proibido deixar resíduos na Antártida. Com isso, todo o lixo produzido aqui é rigorosamente separado, embalado e enviado de navio para o Rio de Janeiro, onde os materiais recicláveis são encaminhados para o reaproveitamento.



Fonte: www.globo.com


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Exploração de petróleo no pré-sal traz dilemas na era da crise climática - Parte 2

Desafio carbonático

Do ponto de vista exploratório, vencer a profundidade e, sobretudo, a espessa camada salina (que se deforma à medida que é perfurada) é, de fato, um grande desafio, mas não maior que o de conhecer as características das rochas carbonáticas microbianas onde o petróleo do pré-sal está alojado. Segundo Dias-Brito, embora sejam encontradas em diversas partes do globo, tanto no mar como em terra, a costa brasileira é o único lugar, pelo menos até agora, em que esse tipo de rocha guarda hidrocarbonetos. Logo, nem a Petrobras, nem ninguém, tem experiência no assunto.

Diferentemente dos arenitos turbidíticos que formam os reservatórios do pós-sal, as rochas carbonáticas microbianas ainda foram pouco estudadas (Foto: Guilherme Gomes/Unesp Ciência)

Diferentemente da área do pré-sal, as demais reservas brasileiras de petróleo têm outra origem geológica, bem mais recente. Elas se localizam acima da camada de sal, e os hidrocarbonetos, na forma de óleo ou gás, estão alojados em arenitos turbidíticos, um tipo de rocha formada pelo movimento intenso de águas turvas, carregadas de areia e lama. É o caso dos reservatórios da Bacia de Campos, na costa fluminense, exemplifica o geólogo da Unesp. “Essas correntes transportaram quantidades brutais de areia da plataforma continental para áreas profundas da bacia há 24 milhões de anos, o que provavelmente ocorreu por causa do rebaixamento do nível do mar.”

Conhecer melhor a rocha reservatório do pré-sal é um ponto crucial nos planos da Petrobras para que a exploração dos novos campos da Bacia de Santos ocorra com sucesso. Para isso, a empresa aliou-se ao Departamento de Geologia Aplicada do IGCE. Lá será criado um centro avançado de pesquisas e ensino sobre geologia do petróleo, o UNESPetro, com foco em rochas carbonáticas. A inauguração do prédio está prevista para abril de 2010. A estatal pretende investir mais de R$ 10 milhões na iniciativa. Segundo Dias-Brito, que coordena o projeto, um dos alvos de investigação é a porosidade e permeabilidade dessas rochas e seus padrões de distribuição nos planos vertical e horizontal. “Isso é muito importante para simular o comportamento dos fluidos nesses reservatórios”, explica.

Efeito no clima
Além das rochas carbonáticas microbianas, há mais duas características – uma boa e outra ruim – que tornam o petróleo do pré-sal especial. A primeira está no fato de ele ser de melhor qualidade que o das reservas pós-sal, uma vez que tem um maior teor de hidrocarbonetos mais leves – mais valorizados pela indústria petroquímica porque dão origem a derivados mais nobres.

sso foi possível por conta da profundidade das rochas carbonáticas e da presença da camada de sal, que impediram a penetração de bactérias que degradam as frações voláteis dos hidrocarbonetos. Os arenitos turbidíticos da Bacia de Campos, por exemplo, não tiveram a mesma sorte. Por estarem muito mais próximos do leito marinho, os micro-organismos acabaram entrando nos reservatórios.

A má notícia é que com os hidrocarbonetos, há um alto teor de gás carbônico no pré-sal. O que, em tempos de aquecimento global, é visto com maus olhos por ambientalistas – o CO2 é o principal gás de efeito estufa. As razões ainda não são compreendidas e a questão deverá ser respondida com os avanços nos estudos sobre o pré-sal, acredita Dias-Brito.

A Petrobras, por sua vez, afirma que esse gás não será despejado na atmosfera. Uma das possibilidades em estudo é sua reinjeção no próprio reservatório, o que, de quebra, elevaria a pressão dentro dele aumentando o volume recuperável de óleo e gás, já que, com seu esvaziamento, a extração do que resta em seu interior fica cada vez mais difícil.

Para isso, no entanto, a empresa precisa conseguir separar o CO2 do gás natural – tarefa que não é nada simples e certamente aumentará o custo do produto final. O desafio é construir plantas compactas para fazer a separação, o que deverá ser feito em terra, pelo menos no projeto piloto de Tupi, segundo a assessoria de imprensa da companhia.

Mas ainda que todo o gás carbônico do pré-sal seja reinjetado no fundo da Terra, obviamente o destino do óleo e do gás que vêm dele é serem refinados, vendidos e queimados, gerando CO2 que será liberado por escapamentos e chaminés na atmosfera. Justo quando em todo mundo há uma pressão para que se diminuam as emissões do gás por queima de combustíveis fósseis e se invista mais em fontes renováveis de energia.

Com a proximidade da COP-15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em dezembro em Copenhague com o objetivo do estabelecimento de metas para a redução dessas emissões, é o caso de questionar: qual será o impacto do pré-sal nas políticas públicas brasileiras sobre o clima?

Para Dias-Brito, apesar das grandes reservas identificadas recentemente, a perspectiva para as próximas décadas ainda é de escassez desse recurso, tanto pelo aumento do consumo mundial como pela rarefação na descoberta de novos campos. “Em 2030, o mundo estará mais dependente de petróleo do que hoje, conforme indicam entidades internacionais que lidam com o assunto”, cita o pesquisador.

Para ele, as descobertas brasileiras chegam num momento estratégico. “Com os recursos advindos da produção do petróleo do pré-sal, o Brasil poderá investir de forma consistente em programas tecnológicos para geração de energia ‘limpa’. Isso nos permitirá ingressar de maneira mais robusta na fase pós-petróleo.”

O físico José Goldemberg, professor da USP e especialista em recursos energéticos, discorda. Para ele, há o risco de desviar para o pré-sal investimentos que poderiam ser aplicados já em biocombustíveis e energia eólica, por exemplo. “Não podemos tratar esse recurso de forma exclusivista. Apostar todas as fichas no pré-sal é perigoso”, diz.

Segundo ele, a ideia de que o petróleo está acabando é controversa. “O que está se esgotando é o petróleo ‘fácil’, restará o de difícil acesso, que exige tecnologia de vanguarda”, acrescenta, citando como exemplo, além do pré-sal, as areias betuminosas da província de Alberta, no Canadá, onde está a segunda maior reserva mundial, depois do campo de Ghawar na Arábia Saudita. “A perfuração de um poço no pré-sal pode consumir entre US$ 100 e US$ 500 milhões, e a taxa de sucesso pode não ser tão alta.”

Cedo ou tarde, no entanto, o petróleo deve acabar. E, diferentemente do que acontecia no passado, os novos donos desta riqueza já não podem simplesmente agir como senhores do mundo. O clima mudou e, daqui para a frente, eles terão de se justificar perante a sociedade.

Atividade sísmica também traz impactos
A atividade sísmica para prospecção de petróleo pode estar colocando em risco toda a fauna marinha. A falta de pesquisas sobre esse impacto, no entanto, torna o tema altamente controverso. Suspeita-se que o encalhe de golfinhos e baleias nas praias pode ter relação com os pulsos sonoros disparados pelos navios de sísmica. Tartarugas também poderiam ser afetadas, desviando-se de suas rotas de migração. Algumas evidências sugerem que a atividade tenha ainda efeitos negativos sobre a pesca comercial, por afugentar os peixes, além de possivelmente alterar seus padrões de acasalamento e desova.

Para realizar pesquisa sísmica na costa brasileira, as empresas precisam de uma licença ambiental do Ibama. Para isso, devem apresentar um estudo de impacto ambiental, seguindo as normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que, desde 2004, são específicas para esse tipo de atividade. Há zonas de restrição, como as águas rasas (até 400 metros) e o entorno do Atol de Abrolhos, no sul da Bahia, que é área de proteção de baleias jubarte.

Copyright: Unesp Ciência
 Fonte: www.globo.com

Exploração de petróleo no pré-sal traz dilemas na era da crise climática

Petrobrás quer ‘devolver’ CO2, mas para isso precisa aprender a separá-lo.
Atividade também demanda novo impulso científico no Brasil.



Reservas de óleo e gás na Bacia de Santos (litoral paulista) ficam em profundidades que variam entre 4 e 7 quilômetros abaixo da superfície da água (Ilustração: Divulgação/Petrobrás)


G1 volta a publicar, com exclusividade, íntegra de reportagem da 3ª edição da revista “Unesp Ciência”, lançada nesta sexta-feira (6).


Nas décadas de 1970 e 1980, era comum ouvir que o petróleo do mundo iria se esgotar por volta do ano 2000. O Pró-Álcool, por exemplo, que hoje coloca o país em posição de destaque na corrida mundial por biocombustíveis, foi fortemente motivado por essa premissa, hoje aparentemente equivocada. Quase dez anos depois do que seria o triste fim dos combustíveis fósseis, o “ouro negro” tem aparecido em toda parte. A descoberta de imensas reservas de óleo e gás na Bacia de Santos (litoral paulista), em profundidades que variam entre 4 e 7 quilômetros abaixo da superfície da água, o chamado pré-sal, é um exemplo disso.

E o Brasil não está sozinho. Para provável desencanto dos que acompanham as discussões sobre aquecimento global e mudanças climáticas, pelo menos 200 novos campos foram descobertos só neste ano em diversos países, vários deles de grande porte e em águas profundas.
Quem apostava no esgotamento das reservas de petróleo não contava com os avanços tecnológicos que viriam nas décadas seguintes. Naquela época, só mesmo quem tinha intimidade com o passado remoto da Terra poderia suspeitar de grandes quantidades de hidrocarbonetos (petróleo e gás) presas em rochas muito abaixo do leito marinho, à espera de meios adequados para sua detecção e extração. Eram os geólogos e geofísicos das companhias petrolíferas, que, por razões óbvias, trabalhavam sob estrito sigilo. Agora, suas previsões estão se confirmando. 
Modernas tecnologias levaram à descoberta de imensas reservas de petróleo no Brasil e no resto do mundo; extrair óleo e gás de grandes profundidades é uma difícil missão para geólogos e engenheiros e um dilema para um planeta em mudança climática
 Esse petróleo profundo não estaria vindo à tona se não fossem os aperfeiçoamentos numa tecnologia de prospecção que tem permitido “enxergar” mais nitidamente as partes menos acessíveis da litosfera: a sísmica de reflexão. “Seu princípio é semelhante ao do ultrassom usado na medicina”, compara João Carlos Dourado, professor de geofísica do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp em Rio Claro.

É semelhante também ao sonar de morcegos, baleias e golfinhos. Ondas mecânicas, com frequências entre 10 e 200 hertz, são emitidas na superfície do mar e atravessam, além da lâmina d’água, as diversas camadas de rocha abaixo dela. Parte dessas ondas é então refletida, como um eco, e captada por sensores. Depois, softwares processam esses dados, convertendo-os em imagens, explica Dourado. O método, contudo, não é isento de impacto ambiental.

“Os avanços na sísmica de reflexão foram premissas básicas para o sucesso exploratório do pré-sal”, diz Marcos Francisco Bueno de Moraes, geofísico da Petrobras. No caso brasileiro, o grande desafio era conseguir visualizar através da camada de sal – situada mais de 1 km abaixo do leito marinho e com até 2 km de espessura – sob a qual se escondiam as jazidas.
Ainda que todo o CO2 do pré-sal seja reinjetado no fundo da Terra, o destino do óleo e do gás que vêm dele é serem queimados, gerando CO2 que será liberado por escapamentos e chaminés na atmosfera
 Egresso do curso de geologia da Unesp em Rio Claro, Moraes especializou-se em geofísica e foi o responsável pela interpretação dos dados sísmicos que levaram à descoberta de Tupi, até agora a principal vedete entre os nove blocos exploratórios na Bacia de Santos e o primeiro a entrar em fase experimental de produção. Estima-se que, apenas nele, o volume recuperável de óleo e gás, isto é, a quantidade que se julga viável extrair, varie entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, o que eleva as reservas da Petrobras em pelo menos 50%.

Embora sua existência só tenha sido divulgada em junho de 2006, o potencial de Tupi já era conhecido pela companhia desde os anos 1990. Só faltavam os meios para confirmá-lo, explica o geofísico. Foi por isso que, segundo Moraes, com o fim do monopólio em 1997, a Petrobras teve o cuidado de adquirir, via licitações da Agência Nacional do Petróleo, a maior parte dos direitos de exploração do bloco (65%).

Conspiração do petróleo
De forma geral, as bacias sedimentares da costa sudeste brasileira, como as de Santos, de Campos e do Espírito Santo, há tempos são vistas pelos profissionais do petróleo como áreas de grande potencial para exploração ultraprofunda. “Há milhões de anos, essas bacias eram grandes lagos, onde houve uma explosão de vida microscópica”, explica Dimas Dias-Brito, professor de geologia da Unesp em Rio Claro. Os geólogos farejam petróleo onde, em tempos remotos, houve acúmulo de matéria orgânica, principalmente se ela ficou longe do oxigênio e de bactérias que degradam hidrocarbonetos, como é o caso das bacias.


Para entender como se formou o petróleo do pré-sal é preciso retroceder ao período Cretáceo, há mais ou menos 130 milhões de anos, quando os dinossauros perambulavam pela Terra e o planeta não era exatamente como o conhecemos hoje. O Atlântico Sul ainda não existia, porque a América do Sul e a África formavam um só bloco, com a Antártida, a Austrália e a Índia. Os geólogos chamam esse megacontinente ancestral de Gondwana.

A paisagem começou a mudar quando as placas tectônicas sob Gondwana entraram em movimento, abrindo uma fissura entre o que hoje são as costas brasileira e africana. Inicialmente, essa fenda foi drenando os cursos d’água das redondezas, e, com a ajuda das chuvas, formaram-se enormes lagos. Fitoplânctons encontraram ali condições ideais para viver e se reproduziram de forma extraordinária ao longo de alguns milhões de anos, período suficiente para uma enorme acumulação de matéria orgânica morta, misturada a argila, no fundo dos lagos.

Conforme as placas tectônicas continuaram se afastando, a fenda cresceu em largura e os lagos foram ficando cada vez maiores e mais fundos. A abertura já era tanta que, a partir de um certo ponto, águas oceânicas começaram a invadir a região. E com o mar, veio o sal. Como quase tudo em geologia, o processo durou muitíssimo tempo: por volta de 20 milhões de anos.

Em algum momento desse período, provavelmente já na presença de água marinha, cianobactérias habitaram o local em grande quantidade. Como resultado de seu metabolismo, elas excretavam carbonatos de cálcio e magnésio, que acabaram se precipitando para formar o que hoje se conhece como rochas carbonáticas microbianas. Depois, mais uma colossal quantidade de sal se depositou sobre esse material. Com a formação completa do Atlântico Sul, tudo foi parar a vários quilômetros de profundidade, numa configuração perfeita – e imprescindível – para a formação de campos de petróleo.


Em qualquer lugar do mundo, a formação de petróleo resulta de uma “conspiração”, como costumam dizer os geólogos. Ou seja, ela depende de uma sequência ordenada de eventos geológicos que dá origem a três camadas rochosas bem definidas. Por baixo, é preciso ter uma “rocha geradora”, onde ficou aprisionada grande quantidade de matéria orgânica. É nela que se formam os hidrocarbonetos. Logo acima, há que se ter uma “rocha reservatório”, que, no caso da nova reserva brasileira, são os carbonatos microbianos altamente porosos para onde o óleo e o gás migram em busca de áreas de menor pressão.
Finalmente, por cima das duas, é necessário algo que impeça o escape dos hidrocarbonetos, uma “rocha selante”, função que, no caso brasileiro, é cumprida pelo sal.